sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Para todas as mães

A arte de gerar, criar e conduzir um novo ser enche a sagrada mãe de dúvidas, anseios e questionamentos...

E é por elas e por mim, que escrevo aqui novamente.

Não somos iguais e nunca teremos os mesmos parâmetros - essa é a graça da vida humana: cada qual com sua beleza, suas transformações, ações e doutrinas conduzem suas vidas na tentativa de sempre fazer o melhor para a vida colocada em suas mãos.

Há mães de todos os tipos: há aquelas que passam pela gestação e outras que decidem pelo melhor dharma,  a adoção. O que precisa ficar firme e esclarecido é que independente do ponto de partida, tudo começa com um simples sentimento: o amor!

É por amor e somente com ele, que cada mãe sagrada vai vivenciar sua nova fase.

Não ganhamos um manual de instruções e nossos frutos não vêm com botões liga/desliga ou mesmo padronizados.

A mulher, com o seu pacotinho nas mãos, mal sabe da nova aventura que lhe aguarda: acredito que poucas coisas na vida nos dão tantos ensinamentos como a arte da maternidade.

E assim se desenrolam os dias: esse relacionamento cósmico entre mãe e cria, entre o amor que precisa ser responsável e a nova criatura que muito pouco sabe da vida.

Em defesa de todas as mães, escrevo que toda forma de comparação, imposição, medo e muitas modinhas colocadas nas redes sociais acabam prejudicando essa fase tão importante entre mãe e filho (a).


Se uma mãe decidiu por cesariana ou pelo parto normal, vamos respeitar?

Se uma mãe optou pela vacinação, vamos entender?

Se a mãe quis colocar seu baby no seu quarto ou mesmo na sua cama, vamos não condená-la?

Se os pais gostam de ninar ou têm outros jeitos de conduzir o sono, vamos permitir?

É apenas com muita compreensão que vamos deixando a esfera do amor sai de nossa casa e expandir para outros territórios.

Obviamente conversas em rodas, grupos de apoio e as amigas mais experientes ajudam e MUITO, mas vamos para além dessas questões, deixar cada casal sentir o que é mais conveniente no momento. Só assim, respeitando as decisões da nova família, vamos de fato ajudar.

Agora, as comparações para a minha opinião pessoal, são as que mais prejudicam e atrapalham a mãe de primeira viagem...

Conversas e trocas de experiências são ótimos caminhos, ficar analisando e julgando são ações maléficas e que nada colaboram no mundo da maternidade!

Coisas do tipo: "meu filho tem olho azul", "já nasceu os dois dentinhos", "o meu já engatinha", "nunca vou usar andador" podem até parecer inofensivas aos primeiros olhos, mas carregam um peso enorme se a mãe que estiver lendo começar a comparar e se sentir pressionada.

Enaltecer as qualidades do filhote é lindo, mas vamos tomar cuidado com nossas palavras e atitudes para não prejudicar as mães novatas que podem se sentir incomodas e pressionadas.

O que vale sempre é o amor e o respeito que cada um transmite às mães - seres sagrados e sensíveis!


Abraços maternos!!!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Enquanto nossa Luz cresce

O tempo realmente é algo maravilho: o conhecimento que chega com o passar do deus-tempo é sentido nos detalhes da nossa vida diária. Realmente a experiência se faz poderosa no mundo da maternidade. Se há o brilho da novidade, há também o domínio de certas artimanhas. Agora já são mais de 6 meses e posso dizer que sei de alguma coisa sobre minha filha e a arte de ser mãe.



O corpo da minha baby já esta bem mais firme e ela só ganhando o peso na medida certa para o seu desenvolvimento. É coisa de mãe, só nós sabemos mas nesse período a conexão com a baby se torna mais forte, sólida e também mais transparente: já conhecemos bem o seu choro, seu olhar, o que quer. Ela já sorri quando recebe carinho, chora quando se sente sozinha e passa a se movimentar com mais firmeza, louca pra pular do sofá ou sair da cama, hehe.

A cada mês, uma ida ao pediatra: medidas normais, peso tranquilo, vacinas em dia e aí esta um momento muito doloroso para nós mamães ...

É sério, dói mais em nós mães de primeira viagem do que nos babies. Claro que receber agulhadas não é lá a coisa mais gostosa do mundo, mas é necessário: é o estímulo ao nosso corpo em combater o vírus morto que acabou de ser injetado (assim estaremos mais fortes para caso de um dia sermos pegos de surpresa). Enfim, tudo certo, agora é a época de puras alegrias: gargalhadas, muitas fotos e a família vai se tornando algo resistente na construção da nossa história em conjunto.

Trabalhando pela manhã, a saída foi a casa da vóvó (bisavó, na verdade) - o medo de deixar ela, por mais que seja família foi enorme. Banhos, cuidados e a mamadeira para quando a Luz estiver com fome. Eu passei a dar aulas com a mente inteira focada na minha filha: como ela estaria? Estariam deixando ela chorar? Ela estaria sozinha nesse momento? Eu sei que é minha vó que eu amo mais que tudo, mas o choque de tradição nos deixou em situações bem delicadas, hehe.

Não vou ficar aqui relatando as coisas desagradáveis, mas já ficam cientes mães, que é absolutamente normal ficarmos apreensivas com esses momentos. Eu, mãe de primeira viagem, cheia de ilusões (eu queria dar a primeira papinha feita por mimmm hahaha), com muitos mimos (comprei uma colher especial para as frutinhas, que nunca foi usada, hehe). Enfim, tive que ceder em muitas coisas.

Mas foi tudo bem, de um modo geral: o amor que minha vó teve comigo (foi ela quem me criou desde sempre) foi tudo para minha filha e eu acabei relevando várias coisas, ainda hoje relevo. Tento compreender nossas diferenças e por fim, fico feliz em ver minha pequena flor de lótus bem ao se sentir amada: bisavó, bisavô, tio, prima - todo mundo babando e cuidado da minha felicidade.



Assunto resolvido, entre o 4º ao 7º mês, algumas coisas mudaram. Se no começo Arquelina Luz dormia só no meu colo, agora ela passou a ficar mais irritada pra dormir quando estava comigo. Percebi que ela poderia aprender a dormir sozinha mas ainda tem o lance do mama - o caminho mais seguro (aprovado aqui em casa pelos papais) foi o de deixar ela na nossa cama bem colada a mim (não tem coisa melhor, hehe). Assim ela mamava, dormia, acordava, mamava de novo, dormia novamente e profundamente - não tem cena mais linda nesse mundo.

Obviamente nem todas as noites estão sendo assim: colocamos a Luz na nossa cama e assim que ela dorme mais pesado, ela vai pro berço e fica lá. Sem muitas regras e claro, lembrando que o papai e a mamãe precisam de um tempinho a sós, rs ...

O que posso afirmar é que hoje me sinto bem mais forte e que todo o embaraço dos primeiros meses já passou. Agora é observar ela crescendo, ganhando autonomia, brincando com os presentes que o papai compra, brigando quando não é atendida de imediato (morremos de rir quando ela faz caras e bocas hehe).

As coisas vão se ajeitando, vamos controlando certas situações. Ainda há o sono (Luz ainda acorda para mamar, o fato que me deixa cansada), ainda há o momento do banho cheio de piruetas, o braço também dói de ficar com ela no colo (mas já nem tanto, ela gosta de ficar no colchão brincando sentadinha ou se arrastando), choro quando ela toma vacina, chorei rio de lágrimas quando ela caiu da cama (uma das piores sensações da vida de mãe), ainda não saiu a noite nem fico até tarde (um vez para nunca mais, hehe).

A vida tem um prioridade: Arquelina Luz. E enquanto ela precisar de nós e da nossa companhia, força e amparo, não teremos outras opções. Amamos quando saímos nós 3, juntos. E a vida vai indo, ganhando caminhos mais sérios, rotas mais tranquilas.


A alegria entrou na minha vida e a responsabilidade também. Preciso ainda muito me organizar mas nada tem sido tão grandioso quanto cumprir essa missão: o de acompanhar essa Luz que enche nossas vidas de felicidade e amor.

Ela já come (só quando ela quer, pois ela gosta mesmo é do mama, hehe): pera, maçã, uva (tiramos o caroço antes), laranja (a tampa da laranja, ela ama). Já dei também bolcaha. Sim, sei que tem açúcar, mas foi em momentos turbulentos aqui em casa e eu realmente precisava que ela ficasse bem quietinha. Ela amou, claro, mas ela prefere mesmo o mama, nada de leite em pó (só quando não estou por perto, daí ela encara).

Nunca comida industrializada, nunca refrigerante nem chocolate. 

A pediatra também nos passou uma lista de coisas para não fazer, entre elas:

1- Evitar mel, açúcar, leite de caixinha, frutos do mar, refrigerante.
2- Não usar o andador;
3- Não expor o bebê ao sol entre 11h até as 16h;

Entre outras coisas.

Estamos seguindo a lista e entrando também no início das comidinhas: arroz com caldo de feijão, pedacinhos de batata amassada e por aí vai.... tem dias que ela gosta e come, outros vira o rosto para nem provas, rs. Não obrigamos nem forçamos nada.

Nossa filha é nossa luz, dádiva das nossas vidas.

Agora é hora pra planejar a festinha de 1 aninho da nossa princesa!

Sopros maternais!!!

sábado, 12 de novembro de 2016

Nossa vida depois =)

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Ver sua lindeza crescendo em alegria e saúde é uma realização pessoal para a mãe e também coletiva quando vemos a nossa família se formando e se desenvolvendo.

Agora Luz já dorme a noite toda (acordando apenas 3x e depois 2 x para mamar), agora ela passa a observar com seus olhos atentos tudo o que acontece ao seu redor.

Depois dos 3 meses (e já me haviam dito isso) tudo muda. É incrível, mas parece coisa mágica: a baby agora se sente mais segura, nós mães estamos mais acostumadas com a nossa fase e compreendendo os sinais, dominando as situações. Tudo muda depois dos 90 dias.

É o momento em que os nossos bebês estão aprendendo a brincar, dão leves sorrisos, entende o nosso carinho - começa então uma fase tão gostosa!!!

O banho fica mais fácil, pegar ela no colo se torna mais prático e pesado, hehe. Eles passam a gostar das cores, vão entendendo a dinâmica da casa - obviamente que tudo dentro da perspectiva de suas próprias visões.

Mãe, aproveite essa fase, beije o filhote, fique sim com ele no colo (é a troca harmoniosa mais linda que existe). Conversa com a flor, olhe nos olhos dela, fale de tudo. Eu particularmente amo falar, rs - aproveito nossas viagens de carro até a casa da vovó e converso com minha pequena sobre tudo: o trabalho da mamãe, nossos planos e mais: ela entende!!! (sim, coisa de mãe!) ...

Nesse momento conseguimos já fazer bastante coisa: a vida vai entrando num novo eixo, porque a rotina antiga ainda esta longe de chegar, rs - mas faz parte mamãe, tudo faz parte dessa nova fase e precisamos ter clareza dessa realidade com muita responsabilidade. Sabendo disso a nossa adaptação se torna mais fácil e a nova fase vai ganhando contornos de lar, família que cresce e rotina com frescor novo!

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Voltando aos poucos: a casa

Já ali com uns 30 dias eu voltava finalmente para a minha casa. Enquanto estive na casa da minha mãe, o maridão me visitava todos os dias, mas foi fundamental ficar na casa da minha madre. A cesária não é tão simples assim e ter alguém para te ajudar nos primeiros dias com as coisas básicas (um chá, olhar a bebê enquanto a mãe esta no banho, ou simplesmente ficar com a neta linda no colo pra mãe descansar) são essenciais. 

Minha mãe foi assim: ela me deixou tranquilamente no quarto dela, fiquei na sua cama que eu dividia com minha pequena, fazia nosso almoço com todo carinho de uma vó. Só gratidão por ter ao meu lado uma mulher com sabedoria e muita experiência. Na hora do sufoco, da dor e das dúvidas, minha mãe foi a pedra base para eu ficar bem mais tranquila.

Enfim, retornando para a casa o ponto inicial era colocar tudo em ordem. Dividia o dia em horas de acordo com a Luz - enquanto ela dormia eu partia pra limpeza e tudo ia dependendo do seu astral - se as horas de sono eram largas eu aproveitava e fazia quase todo o trabalho de casa: primeiro o banheiro (só temos um aqui em casa então era mais rápido), depois o quarto da bebê (ela estava já no nosso quarto, mas no berço dela).... resumindo: banheiro, quarto da Luz, lavar a varanda e ir para a sala, cozinha e finalizar com a limpeza aqui no quintal dos fundos.... e haja fôlego, ânimo e muita energia!!!

Mas tudo isso era interrompido se a baby acordava, hehe - era como se fosse um intervalo: eu pegava ela, dava o peito que ela tanto queria, brincava um pouco e depois colocava ela aqui no sofá da sala. Como ainda ela era bem pequena, ela não se movimentava e ficava vendo Tv (desenhos) ou olhando pra mamãe continuar a limpeza.

Sim, desenhos. E aqui entramos em muitos tabus que habitam a mente das mães sobre como educar e de como fazer sobre esse tema.

Acredito que tudo depende de nós - os responsáveis pelo filhote e da nossa realidade.

Você consegue pagar alguém para fazer a limpeza? Ótimo, mais tempo livre com a baby! Você consegue conviver com a bagunça e a louça suja na pia sem ficar neurótica? Beleza! Caso contrário, ter certas artimanhas para dar continuidade aos afazeres da casa (e outros pontos da vida) é crucial para o nosso cotidiano entrar num linha normal e aprendermos dessa forma a conviver com tantas novidades ...

Tv não é lá o melhor brinquedo para a criançada, sabemos disso. Mas a necessidade é mais alta, por isso não nos culpamos aqui em casa. Aproveitamos todos os momentos com nossa rosa de jardim mas quando precisamos fazer algo, a Tv segura ela bons momentos para o nosso ofício do lar.

Já lavei banheiro numa noite para ficar mais fácil no dia seguinte, já coloquei a minha pequena no carrinho e onde eu ia limpando eu a levava comigo, assim ela nem chorava e me dava um monte de sorriso lindão, hehe. 

O lance é que não podemos nos culpar. Cada mãe aqui tem sua vida e suas necessidades e essas tópicos são os fundamentais para as nossas decisões. Sem culpa mães e sempre dentro da nossa realidade e necessidade.

E nada de se lastimar se a casa não esta brilhando como era antigamente: os amigos compreendem. Tranquilidade e sem neura, porque o mais importante ainda é o crescimento do nosso amor num lar feliz e saudável!

Fica aqui registrado que eu não limpava a casa todas as vezes que a bebê estava dormindo. Eu escolhia, no primeiro momento do seu sono, eu ia dormir também!!!! Descansar, descansar e descansar!!!! rs

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Voltando aos poucos: o trabalho

Sou professora de História e minhas aulas eram de vínculo com o Estado (professora convocada). Como direito, entrei com minha licença maternidade assim que Luz nasceu - em abril. O foco era me manter disponível apenas para ela. Conversamos muito e meu esposo achou melhor eu ficar em casa.

Mas em Janeiro (ainda grávida) eu fiz o concurso para professor do Município e em Agosto eu estava tomando a posse - sim, não poderia descartar essa chance de ser efetiva e de garantir uma maior estabilidade. Luz estava com 4 meses.

Resumindo:

- Organizei minhas aulas em dois períodos: matutino e vespertino - ficar com poucas aulas nos 2 turnos foi bom. Tinha vagas livres para ficar em casa ou visitar minha filha quando ela estava com a vovó.
- Não voltei para outras escolas: o concurso com o mínimo de aula me supriu para as necessidades.
- A baby ficou com a vovó: eu poderia ter colocado Luz numa maternidade, mas foram muitas inquietações e chegamos as seguintes conclusões:

1- Não queríamos colocar numa creche e numa maternidade particular seria no momento muito gasto;
2- Um lugar por mais que seja organizado e com pessoas atenciosas não é a mesma coisa que um lar com carinho e atenção exclusivos para nossa pequena;
3- Como ela ficaria poucas horas sem mim, ficar com a bisavó não seria uma tarefa muito árdua: carrinho, mamadeira e tudo mais para deixar a bisavó bem a vontade para cuidar da nossa filha.

A bisavó adorou - 80 anos de vida, 6 filhos bem criados. Cuidar da pequena Luz era o mesmo que relembrar a vida de mãe, que corre nas veias.A sabedoria da minha vó (minha mãe, na verdade) foi fundamental para eu driblar minhas ansiedades. Ela cuida, brinca, da banho, troca fralda e coloca Luz para dormir e tudo isso bem melhor do que, hehe.

Quando Luz chorava sem motivos e a bisa ficava preocupada, ligava pra mim e eu ia correndo ver o que era. Isso aconteceu pelo menos 2x.

E assim foi: dava minhas aulas pensando na minha pequena. Chegava na casa de mamãe, dava o peito (as vezes ela estava dormindo e nem via quando eu saía novamente). O tempo passou, tudo deu certo e hoje ela continua na bisavó os dias que eu trabalho. Menos trabalho, Luz quase já senta, brinca mais e não chora sem motivos sérios.

O objetivo foi o de deixar Luz com a bisa até Dezembro, quando entro de férias. Em 2017 vamos colocá-la numa maternidade pelo menos meio período - acreditamos que criança precisa mesmo é ficar com os pais, com a família. Novamente entra aqui as nossas necessidades. Claro que eu queria ficar com ela 24h. Mas o trabalho vai nos trazer inúmeras coisas boas e ter minhas responsabilidades como professora foi bom também: novidades das novas escolas, conhecer outros colegas da profissão, dar aula, conversar com os alunos = novos ares essenciais para aquela boa relaxada.

Sim, no meu caso ensinar História nesse período esta sendo relaxante, hehe - é como se eu tivesse uma pausa só pra mim: meu trabalho, meus afazeres, hehe. 

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Voltando aos poucos: recuperando o corpo e a nossa autoestima 

Tenho que admitir, as mudanças no nosso corpo na gravidez mexem com a gente: é a barriga que muda (fica enorrrmeee na verdade haha), os pés incham, os seios ficam desajeitados. Os cabelos mudam e na amamentação eles podem até cair!. A pele fica bem mais sensível e manchas também podem aparecer. Enfim, nosso corpo nos 9 meses não é mais só nosso e precisamos saber que tais mudanças chegam - temos que enfrentá-las.

Claro, mãe que é mãe não liga e não fica paranoica com essas coisas, tudo bem. E cada vez que aquele sorriso banguela surge, nosso mundo se completa. Sim, os primeiros meses é de pura contemplação e nosso mundo é o mundo do nosso bebê. Isso é lindo e super aceitável.

Mas mamães, somos mães mas também somos mulheres e isso abarca muitas coisas, inclusiva nosso bem-estar. O equilíbrio entre nossa vaidade e nosso desprendimento deve estar numa linha exata para não cairmos nos extremismos e aproveitarmos a beleza de tudo.

Não preciso aqui falar das mudanças na gravidez: aumento do peso, cansaço. Para muitas mulheres o sexo já não é muito atraente nos últimos meses (outras têm o desejo triplicado! hehe). Cada corpo é um corpo e vamos reagindo de acordo com a linguagem que nosso sistema interno nos apresenta.

Comecei a gravidez com 56kg, ganhei em torno de 20kg e no primeiro mês eu fui para 53kg. Algumas pensam que foi ótimo, mas sofri e muito. A cesária nos 15 primeiros dias me deixou praticamente sem fome: só pensava em dormir e em chorar (com a dor do peito, hehe). Amamentar também me ajudou a perder peso.

Mas isso não significou que minha autoestima estivesse normal. Me sentia feia e desengonçada. Nenhuma roupa ficava bem e eu ainda tinha que colocar alguma roupa prática para dar de amamentar. Enfim, como a vida agora girava em torno de minha pequena, meu corpo e minha vaidade ficaram em segundo plano.

Sem brincos, sem roupas novas, sem maquiagem, cabelo doido e sem cuidados hehe. Sofri mentalmente. Não podia ver uma moça bonita na Tv que ficava pensando se aquela menina do ano passado, antes da gravidez iria voltar algum dia. 

Sim, ela volta. É só uma questão de tempo. Mas para não sofrer muito e correr o risco de entrar naquela depressão mais séria que muitas mulheres passam (e outros ficam falando que é besteira, sabe?) é crucial não esquecer que temos nossa vida também: cuidar do corpo e da mente nos fazem bem!

Muitas mulheres não têm esse problema e vão para a maternidade com brincos e salto alto. Se você é uma delas, ótimo!! Eu admiro mulheres que conseguem ser elegantes e belas em todos os momentos. Mas como cada uma tem suas fases, estilos e rotina, é comum ver mulheres que se despojam de toda vaidade em nome do filho. É legal, mas vamos sempre com calma!

Conforme o tempo passou e eu me recuperando e ficando bem a cada dia, o cuidado comigo foi voltando à normalidade: um sapato novo e confortável para o trabalho, voltei com o protetor solar e comprei blusas que pudessem abrir na frente para a amamentação. Nada de exageros, só mesmo alguns mimos para mim e já me sentia bem mais feliz.

Faz toda a diferença. Amar o que somos mas também cuidar do nosso corpo: a alegria da vida interna com uma vida mais saudável tornam nossos dias mais agradáveis!!! E aí entra também a alimentação. Passei a comer de tudo depois da gestação, mas sempre com mais cuidado, afinal, TUDO o que como vai para o leite!

Mas nada de imposições: tudo é válido quando o equilíbrio controla!

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Voltando aos poucos: a nossa vida íntima

Aqui novamente entra o meu relato bem pessoal: cada mulher sabe dos seus desejos e hormônios e já vi e ouvi casos e casos mui distintos e diversos.

Eu sou gnóstica esse é um período para a formação da nossa flor, da nossa continuação. Assim, foram longos 9 meses de um amor que agora passou a ser mais forte e unido.

Cansaço, estresse são as palavras chaves dos primeiros meses e é normal que a atividade sexual vai voltando aos poucos para o casal. Aqui o apoio e a compreensão do companheiro são mais que importantes para o amor se multiplicar.

Fique tranquilas mamães, a vida amorosa volta ao normal e tudo fica ainda mais lindo!!!

... ...

Esse foi um longo relato. Espero ter passado um pouco de como foram esses meses, do 3º até o 6º mês, a vida vai se tornando mais fixa, como a terra firme onde nasceu uma pequena flor!


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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Os 3 primeiros meses

Nesse post vou tentar descrever e registrar os primeiros 3 meses de vida da minha flor aqui, fora da barriga da mamãe. Foram tantos momentos fortes e únicos que fica difícil registrar todos os sentimentos que se misturavam ao longo do dia, mas vamos lá....

O que posso afirmar é que se eu pensava que a gestação era algo incrivelmente único eu não sabia o que me aguardava, hehe. É sério, o encontro físico de uma mãe com sua cria celestial é como uma porta trancada a sete chaves - há que se ter o cuidado em abrir e encontrar o segredo no fundo do quarto.

Ela nasce e a médica e enfermeiras colocam aquela pacotinho dorminhoco e chorão no seu colo.

E pronto, é aí que começa a jornada ...



Luz nasceu numa sexta-feira de parto cesariano e no sábado eu já estava recebendo alta da maternidade. Tudo certo: primeira vacinada tomada, baby linda que não dormiu a noite no apartamento do hospital (o papai ficou com ela no colo a noite toda), eu cortada e não podendo fazer nada com agilidade. Sábado a noite eu já estava em casa, MORRENDO de dor de cabeça!

Sábado a noite o leite não descia e a baby precisava comer (nessa altura ela já estava em pleno choro agudo e forte). Nessas primeiras noites eu fiquei na casa da minha mãe mas ela não dirige - vai a mamãe aqui pegar o carro e dirigir pra comprar leite (NAN) e um remédio para a minha cabeça (até hoje não sei como ela não explodiu!) ...

Voltei, dei de mama na xuquinha e vamos dormir, hehe ...

Ali, do meu lado, na cama que minha mãe cedeu pra gente, ficamos tranquilamente esperando o nosso próximo encontro - seria daqui a uns 30 min. Mais um choro - levanto, pego a mamadeira e me lembro que preciso dar o peito também (para o leite descer, estimular a pega da baby). Vamos pro peito, hehe - por que ninguém me falou que doía tanto???? ....

Mas antes de entrar nesse pequeno detalhe do peito dolorido, tenho que admitir que acabei extrapolando a minha dieta. Eu tinha acabado de fazer um parto cesariano! Estava cortada, o corpo ainda frágil! Mal conseguia andar! E a tal da dor de cabeça que parece não ter fim nunca mais?? hehe - 3 dias aguentando a dor e só deitada é que passava aquela horrível sensação.

Eu tinha que ter ficado em repouso assim que eu saí da maternidade - mas eu já estava andando pela casa (rastejando é a palavra melhor rs), pegando a baby pro banho ... e aqui fica a dica mamães: se puder fiquem deitadas (independente do parto), descansem ao máximo que puderem. Aqueles primeiros 15 dias é de reajuste do corpo e quanto mais descansada, melhor!

Como tudo acontece ao mesmo tempo nessa nova fase, aqui vai um breve resumo em dias:

- 3 dias com dores horríveis na cabeça (consequência da anestesia);
- 4 dias para o leite "descer";
- 15 dias para eu me recuperar fisicamente do parto cesariano e poder andar sem ficar preocupada com a barriga;
- 20 dias hospedando na casa de mamãe (como é bom ter alguém com experiência!);
- 21 dias para meu peito parar de doer e eu me maravilhar com a lindeza do amamentar;
- 30 dias para acabar de vez o sangramento (mesmo parto cesariano, isso ocorre);
- 30 dias pra eu entender que ela tinha refluxo e saber a diferença dos choros;
- 90 dias sem dormir a noite (simples assim).

Lembrando de tudo isso enquanto eu vou escrevendo, entendo a frase dos mais antigos: "Mãe, é padecer no paraíso"

Não quero ficar aqui só colocando as questões negativas, mas acho muito válido alguém lembrar que muitas mães passam por dificuldades na nova fase de adaptação - estresse, desânimo, cansaço, depressão, falta de carinho e cuidados. A sensibilidade feminina esta nas alturas nesse momento. O mundo de sua filhota depende única e exclusivamente da mãe e ela quer apenas dormir, hehe.

Não é fácil, mesmo. Pode ser o sonho de toda mulher em ser mãe e claro cada uma vai ter suas experiências particulares, mas todas de um modo geral (menos ou mais) vai passar por essas questões colocadas logo acima. Não tem como fugir. Adapte-se o mais rápido possível e compreenda que essa primeira fase vai passar. Parece que não, mas passa e tudo fica lindo!



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Ainda sinto o cheiro de vida nova. Minha memória ainda esta fresca sobre aquelas primeiras horas reais e o início da minha vida como mãe. Apesar de toda a agitação e do meu estado pós-parto cesariano, o primeiro banho na baby Luz eu que dei - a minha delicadeza não é lá de grande experiência mas peguei minha filha, coloquei na banheira e a água quentinha deixava ela mais calma e tranquila. Nessas horas percebo o quão forte eu fui e sou. Talvez ser do signo do fogo tenha lá sim suas vantagens: praticidade, realidade e a força no agir. Era disso que eu iria precisar.

Amamentação: um ritual materno de dor e alegria


Ninguém me explicou sobre a dor na amamentação. Amigas minhas até me alertaram: "Antônia falou pra eu passar alguma coisa no peito e também tomar Sol" - era o que eu ficava pensando enquanto eu chorava e a minha baby mamava, hehe.

Mas não fiz nada disso. Pensava que era exagero de mães - hahaha. Hoje dou largas risadas e tento acalmar aquelas que estão na espera do amor que vai chegar dizendo sempre que passa, vai passar!

Ninguém coloca sobre essa dor no face - por isso mamães quando vocês virem fotos de recém- nascidos e mães lindas com seus filhotes nas redes sociais, acreditem: elas também sofreram ao amamentar. Eu ficava perguntando isso para amigas e conhecidas sobre a dor no peito e percebi que 100% das que eu conversei sofreram com a amamentação. Uma chegaram a sofrer até 4 meses! Outras tiveram complicações mais sérias tendo que ter intervenção. Outras sofreram 1 semana com o peito que pode em alguns momentos até sangrar.

Como a pele do peito é sensível e a pega do baby ainda esta em processo de ter o jeito certo, o peito pode ficar rachado, dolorido, sensível, com pequenas (ou grandes) feridas, pode sangrar. Mas o que vale aqui é o esforço da mãe em não se deixar abater! Nunca! Pense nas maravilhas que é a amamentação e na saúde do filho e acredite: vai passar.

Até hoje lembro que uma amiga contou de sua irmã: "Mik, minha irmã disse que é pra você aguentar firme. Ela ficou com dor no peito por 21 dias e depois passou". É sério, eu contava no calendário os dias que iam passando e me peguei em dois pontos verdadeiros:
1 - A dor do peito passa;
2 - A alegria em ver minha pequena amando mamar.

Luz simplesmente ama mamar no peito, nenhuma xuquinha conseguiu ser mais agradável. Eu não podia negar isso a ela. Minha mãe sofria do meu lado, meu marido não sabia o que fazer. Ali naquele momento era eu quem precisava ser forte e pensar só na minha baby.

Passou - assim que cheguei em casa depois dos 20 dias na casa da minha mãe, Luz começou a ter a pega mais correta e a dor foi diminuindo paulatinamente. Que alegria!! Ufa!!!! Agora sim, parecia que a parte boa daqueles momentos difíceis no início estava finalmente chegando!!!

Aqui vai algumas dicas e informações:

- Aguente essas primeiras dores do início da amamentação, porque elas passam!
- Compre algum gel ou mesmo alguma pomada para passar no peito (algumas podem até ser na hora de dar o peito que não tem problema para o baby)
- Converse com outras mães para não se sentir sozinha no mundo nessa fase
- Não fique ansiosa (a ansiedade retarda o leite)
- Não fique culpada se querer não mais amamentar: troque experiências, converse com sua médica e pense que essa dor faz parte da adaptação do corpo às novas necessidades
- Amamentar ajuda a perder o peso que ganhamos na gestação
- Lembre sempre que o leite materno é maravilhosamente perfeito para os pequenos amores
- A alegria depois em ver o baby no nosso colo se fartando do leite produzido com tanto amor não tem preço

Alguns benefícios sobre a amamentação:
  1. Promove crescimento facial harmônico
  2. Promove o amadurecimento oral
  3. Amolda corretamente o palato duro ("céu da boca")
  4. Estimula a tonicidade muscular
  5. Promove o bom desenvolvimento da ATM
  6. Promove espaço suficiente para a erupção dos dentes
  7. Preparação para a mastigação
  8. Promove a respiração correta, que é a nasal
  9. Melhora o desenvolvimento mandibular
  10. Fortalece a musculatura do queixo
  11. Alinha os dentes
  12. Contribui para a fala
  13. Diminui a incidência de hábitos orais inadequados (chupar os dedos, roer unhas)

Na Revista Online Crescer, encontrei outros benefícios:

1. O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança até os 6 meses de idade.



2. Fácil de ser digerido, provoca menos cólicas nos bebês.




3. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade e intolerância ao glúten.

4. Contém uma molécula chamada PSTI, responsável por proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos.


5. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas. 


6. Previne a anemia.



7. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê.




8. Quando o ômega 3 está presente no leite materno, o que varia de mulher para mulher de acordo com sua alimentação, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida.



9. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal.

10. Protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário.



11. Estudo publicado na American Journal of Obstetrics revela que a amamentação reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabetes gestacional.



12. A amamentação dá às mães as sensações de bem-estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia.

13. É de graça, natural, prático, e não desperdiça recursos naturais. 



14. Está sempre pronto para ser transportado e ingerido (não precisa nem aquecer).

15. Protege a mãe contra doenças cardiovasculares, segundo estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Para a pesquisa, foram analisadas 140 mil mulheres no período pós-menopausa, ou seja, com média de 63 anos, e o resultado mostrou que aquelas que amamentaram por mais de um ano tiveram 10% menos risco de sofrer com essas doenças, se comparado com aquelas que nunca amamentaram.

16. Bebês que mamam exclusivamente no peito até os seis meses têm menos risco de desenvolver asma e artrite reumatoide e recebem uma proteína que combate vírus e bactérias do trato gastrointestinal




Não há motivos para a mãe que produz leite não amamentar o baby!

A conexão daquele momento único é sem explicação. A troca de olhares, o carinho das mãos delicadas, o diálogo entre mãe e filho (a). Lindo, único, experiência maravilhosa! Sou eternamente grata por ter leite e principalmente por não ter desistido.

Mas conheço também outras histórias:

- Conheço mães que não conseguiram produzir leite;
- Mães que apesar de terem leite seus bebês não pegaram o peito - com ajuda médica inclusive e mesmo assim a belezura simplesmente não pegou.

Essas histórias existem e nesses casos a melhor saída é a mãe não se sentir culpada. Apesar de todos os benefícios do leite materno, há outros caminhos também para mães que por motivos maiores não puderam amamentar.

Novamente aqui, o amor e a compreensão precisam ser mais fortes e eternos. Não vamos exagerar nos nossos comentários e fazer sofrer mães lindas e queridas que não puderam amamentar. Cada caminho produz suas aventuras e obstáculos. Quando há amor mesmo, esses imprevistos são recuperados rapidamente.

Imagem Google


Mamadeira e chupetas

Como Luz gosta do peito, mamadeira e chupetas são quase dispensáveis. Chupeta nunca quis, mas a mamadeira fica pronta quando saio para trabalhar e luz fica com a bisavó. Isso acontece geralmente na segunda-feira, quando trabalho das 13 as 17. Não tem como deixar a filhota sem comer por 4 horas e a mamadeira serve somente para cobrir minha ausência. 

Pensei que isso faria com que Luz largasse do peito e fiquei receosa, mas não aconteceu. Creio também que por ser só uma vez na semana ela não se acostumou com a mamadeira.

Cólicas

Na minha história, as cólicas da Luz foram até os 3 meses, mas foram bem esparsas. Massagem, água quentinha na barriga (bolsa de água quente) ajudaram. Mas usei também o famoso Colikids - 3 gotinhas e aliviavam minha pequena.

Primeiros dias na casa da minha mãe

Não há o que falar: se puder mamãe, fique na casa de alguém que vá te auxiliar nesses primeiros dias. Vai ser muito cansaço e a nova fase não vai deixar você se preocupar com a casa, limpeza e outras coisas. Ter alguém pra cuidar de você, fazer um almoço gostoso, conversar e ficar do seu lado é fundamental. Meu marido pegou os 5 dias de licença e fez o que pode mas não tem outra saída: maternidade envolve o brilho do feminino e o poder que as mulheres carregam no corpo e na alma.

Refluxo

Uma única ida ao hospital numa madrugada fria para entendermos que a nossa pequena tinha refluxo - a dica é deixar a lindeza sempre numa posição em pé assim que terminar de mamar. Rapidinho , 5 min até arrotar e o refluxo diminui e nem sofre muito (ajuda médica quando o refluxo é forte!).

Noites em claro

Foram 90 dias vendo tv, assistindo seriados e comendo durante toda a noite. Das 3h da manhã até as 4h era o momento mais angustiante: a mente começava a ficar confusa e eu me sentia um pouco zumbi. Mas passava e íamos dormir as 5 da manhã até ao meio-dia.

Os 90 dias foram aqui no sofá de casa: no berço era deitar e ela berrar e na cama o marido precisava descansar para trabalhar. Até tentei ficar no quarto e ele na sala mas preferi o sofá: eu poderia ver tv, ir à cozinha e comer alguma coisa.

Essas 90 noites não foram 90 noites ela chorando sem parar, ok ? Foram 90 noites ela bem, sorrindo e querendo colo, mas sem choro. Choro mesmo era só pra mamar e o peito estava melhor daí era só alegria noturna, hehe.

Alguns me falavam que não era pra deixar a tv ligada pra ela dormir. Não funcionou. Eu ficava na sala sem luz acesa (deixava apenas a do corredor) e nada. Ela não dormia, estava sem sono. Ver tv e seriados engraçado foi uma estratégia para passar o tempo e não ficar loucaaaaa hahaha ... colocava a tv no som mudo e com legendas e assim foi.

Quando eu estava acostumada com essa vida e já me preparava para ficar a noite com ela, Luz resolver dormir as 3 da manhã - ham? Sério? Não acreditava. Era o tempo de ver um filme, ficar com ela no colo e ela dormia, no sofá, mas estava valendo! Duas noites assim, mais 3 noites dormindo as 2 da manhã e numa linda sexta-feira ela dormiu as 11 da noite no berço.

Nunca mais no sofá. No berço dela, no seu quarto, tranquila. Deixava a luz do corredor acesa para levantar e ir dar mama quando ela acordasse. Se não, ela dormia a noite toda.

Hoje ela dorme no berço mas no nosso quarto. Preferi mudar, é mais prático e mais gostoso também, hehe ...é minha baby e o tempo voa, um tempinho aqui com a gente não faz mal não...

... ... ... 

São tantas histórias e registros que um único post se torna pouco, mas fica aqui que esses primeiros 3 meses entre mãe e o seu baby é de profunda transformação interna e externa. Tudo muda e nossa vida já nunca mais será a mesma - por isso a maternidade vem acompanhada de muita responsabilidade!

Do mais, vou continuar descrevendo minha história no próximo post, porque agora vou ali que a minha baby acabou de acordar, hehe .... e o meu tempo livre é ainda só pra ela, hehe ...


Abraços maternos!!!


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Uma nova vida minha


Os meus planos para os próximos 15 anos se resumiam a: entrar para o doutorado, me efetivar num concurso, construir meus sonhos materiais e viajar pelo mundo.

Tais sonhos continuam mas tiveram uma pausa, pois um pedacinho de luz recheado de magia, amor, lindeza e perfeição entrou na minha vida para me ensinar a mais linda das missões terrenas: a maternidade.

Foi em Agosto de 2015. Fazendo a vida íntima com a tabela virtual (cuidado meninas kkk) foi questão de tempo e bem rápido por sinal - dois meses de amor e me lembro até hoje da leve sensação de tontura no carro, quando este virou uma esquina.

A primeira ideia: estou grávida. Meu marido nem ligou e disse que poderia ser a comida ou mesmo o nervosismo. Mas eu já sabia a resposta. Fazer o teste de farmácia serviu apenas para constatar o que a minha mente já tinha me avisado na noite anterior: 2 semanas com dois corações batendo aqui dentro.

Quando avisei o maridão, ele tranquilamente disse: "tudo bem, beleza". E eu caí em choque, desespero, ansiedade, tristeza até, raiva por ter parado de tomar o anticoncepcional convencional. Terríveis pensamentos se apoderaram, mas graças aos deuses e a nossa divina mãe cósmica que nos protege e nos guia algo aqui dentro me falava que tudo, absolutamente tudo iria ficar.

Me lembro bem: deitada na cama tentando não pensar, a racionalidade caiu em mim e vi que o que eu queria era aquela criança. Ela era minha, parte do meu ser. Levantei da cama tranquilamente fui pra cozinha me entupir de comida boa e gostosa e aceitei a missão que me foi confiada.

Já estava em torno de 3 semanas. A vida então proliferou em: exames, ultrassons, consultas e leituras sobre a gravidez. Os pensamentos começavam a ganhar apenas um foco: a vida da minha baby.

Obviamente a ansiedade não diminuía. A cada exame necessário, um aperto no coração. Isso porque eu já tinha perdido uma gestação (aos 3 meses) em 2011. O medo de repetir a mesma história foi a resposta para a minha negação diante da maternidade por tanto tempo. Mas o medo nem existe e cada história se escreve com tintas novas e páginas inéditas - era hora de fazer valer as minhas crenças.

Mas a ansiedade persistiu - e a cada resultado positivo e feliz eu chorava igual criança quando perde seu brinquedo favorito, mas de felicidade. Tudo exatamente certo. A alegria em mim crescia em cm, peso e formas perfeitas. Mas o tal da diabete gestacional pairou em mim dos 5 aos 8 meses.

Nada de carboidratos em excesso, dizia a obstetra. Parei com TODOS os carboidratos. Vitaminas recomendadas pela médica? Tomava sem pensar! Esse extremismo foi até o 8º mês, quando os exames mostraram que eu não tinha diabete gestacional. Voltei aos poucos ao arroz e pão.

Trabalho e a falta de tempo

Muitas amigas e conhecidas tiveram uma gravidez maravilhosamente desenhada: yoga, doulas, desenhos, álbuns, fotos profissionais enormes nas paredes e fotos da gravidez de mês em mês. Eu tive que escolher: ou trabalhava para ter dinheiro e poder comprar o enxoval, pagar exames e o próprio parto (foi particular, não tinha na época um plano de saúde e desse privilégio eu não abria mão) ou então ficava com muito tempo livre e sem grana para investir nesses pontos.

Não parei de trabalhar e a cada mês eu andava mais devagar, (parecia mesmo uma patinha tentando correr pro lago, hehe). Como sou professora, já dá pra imaginar a situação, hehe - mas acredite: as aulas não me incomodavam, os alunos eram atenciosos, a direção super gentil e talvez por isso eu consegui levar numa boa até o dia em que a minha Luz nasceu.

Lógico, hoje eu teria feito pequenas alterações. Teria aproveitado mais com fotos, registros e poder ter participado de outras vivências em grupos. Mas era tanta coisa que meu tempo livre eu passava dormindo ou passeando com o amado (e casando, rs - foram 7 anos de namoro e a Luz veio e nos juntou de vez) ...

Tudo como tinha de ser: eu estava feliz (estou). Minha gravidez estava linda. Engordei 20 kg (isso sem comer carboidratos hehe) e numa linda quinta-feira (29/04/16), numa madrugada tensa (entre gritos e sorrisos), a Dra. Ivândia fez o parto (cesariano) e nossa Luz chegou.

Aqui vai um recado para as mamães: não se preocupem com o exterior. Não forcem nada que o tempo de vocês não permite. Deu para registrar? Ótimo. Conseguiu fazer pilates, yoga, meditação, natação e caminhadas? Perfeito. Não conseguiu? Teve que trabalhar? Chegou cansada e só pensou em dormir (ou comer) ? Não tem problema. O que mais vale aqui é a conexão que você cria com a vida que pulsa dentro de você. 

As únicas dicas que posso garantir que funciona:
- Retire um tempo para conversar com o seu bebê: fale de tudo, rie, conta piadas, fala como foi o seu dia, reclame também (só não vale os palavrões ou muito desânimo, lembra que o baby recebe tudo, até os nossos sentimentos)
- Passe a mão na barriga VÁRIASSS vezes (isso vai ser automático, mas o carinho, ai ai, é maravilhoso)
- Pense em coisas boas, crie na sua mente como o filhote (ou a filhota) vai ser: a sua beleza física ou emocional, a cor de seus cabelos, olhos e o formato de suas mãos, etc
- Independente de sua religião, reconecte-se com o interno. Deus é o BEM, Deus é AMOR. Independente de qualquer doutrina, coloque a linda vida interna nos braços generosos do Universo.
- Compre os mimos - vale nesse período um dinheiro gasto em detalhes, roupinhas lindas, delicadas e presentes pra sua lindeza.
- A meditação aqui ajuda e muito - pequenos minutos por dia de limpeza mental ajuda a desacelerar a ansiedade ...

Do mais, a naturalidade do dia e a aquela energia da maternidade já esta em toda a sua casa e em volta de vocês (papais). Aproveitem isso, conversem os dois com o baby, façam planos e curtam essa esfera maravilhosa que fica no lar de quem espera o herdeiro do amor.


Nem normal nem cesária: o que vale é o amor

Não vou ficar aqui falando em dados, estatísticas e valores. Também não quero escrever sobre médicos que impõem um plano ou os outros meios naturais de uma gestação.

Acredito que todo tipo de pressão nunca é saudável: nem aqueles que alegam o parto normal como algo de risco nem mesmo aqueles que declaram a cesária como um perigo ou mesmo um pecado.

Mães, acreditem que o amor que existiu por meses vai ser independente do dia do nascimento. Não há comparações, cada mãe com sua cria dividem esse momento juntas. A cesária quando com carinho e no cuidado com a mãe sempre ansiosa é válida também e não pode ser condenada pelas atuais correntes naturalistas.

Não estou aqui negando o parto normal. Na verdade na minha história eu optei pelo parto cesariano justamente por não ter me preparado para o normal. Estava sozinha em casa quando as dores chegaram e meu marido me deixou bem livre para escolher o que eu queria naquele momento. Se no decorrer da gestação eu tivesse estudado um pouco mais e me livrado dos meus próprios medos eu teria arriscado um parto normal.

Mas naquela noite, naquela histórica noite, eu só queria duas coisas: que a dores acabassem e que a minha baby logo chegasse, hehe. A ansiedade em ver o seu rostinho, ver se estava tudo bem com ela e por fim finalizar aquele período com vitória foi mais forte e me fez optar pelo parto cesariano. Todas as minhas economias foram para aquela noite e não há nada de arrependimento. A médica, a maternidade, as enfermeiras, o quarto.

Alguns dizem que foi apenas porque eu estava pagando. Não vou entrar nesse detalhe. Sei da realidade brasileira e por isso mesmo guardei tudo o que tinha para esse dia. É triste saber que ainda existam mães que sofrem pelo descaso no atendimento médico brasileiro. É só mesmo muito amor pelo filho que nós nos submetemos a tudo, até mesmo ao despreparo de muitos da área médica. Mas acreditem, tudo isso passa quando olhamos para aquele pacotinho de amor e enxergamos os longos 9 meses de espera e de sonhos.

Foi um dia feliz: meu marido estava lá e numa madrugada a Luz veio. Com 3.400 kg e as outras medidas normais. Tudo valeu a pena. Doutorado, concurso, viagens, roupas e outros ganhos - nada vai ser comparado com a noite em que se fez a Luz nas nossas vidas.

Escute outras mães mas analisa a sua própria situação. Vá em encontros mas não tenha medo de ter outras opiniões. Não esconda seus medos, anseios e dúvidas. Fale com sua médica, troque se for preciso. Veja vídeos de partos na net mas não se sinta culpada se achar tudo um pouco nojento.

O que importa aqui, de verdade, é a nossa criança vir com saúde e pronta para encarar o mundo com o amor que lhe demos durante a nossa união.

Não acredite nos tabus, nas generalizações. Tire toda culpa. Não acredite em falatórios. Curta o momento mais lindo do universo: o nascimento!

Ainda hoje escuto cada coisa sobre o parto cesariano ou normal que me pego em conflitos. Mas rapidamente olho pra minha pequena de olhos azuis e sinto que nada daquele discurso faz sentido. Traumas, distância, culpa, medos - essas coisas eu dispensei da minha vida e da vida da minha também. Isso é um modo de cuidar e também de proteger.

Ficou aqui registrado um pouco de como foi a minha gestação - teve muitas mais páginas, mas espero ter ajudado, de forma simples e direta o começo da nossa maior aventura!

Abraços maternos!!


Nascendo como mãe




Sejam todos bem-vindos a um blog cheio de amorrrrr .... mas aquele amor bem piegas, sabe. Que só sendo mãe, todos os dias, podemos conhecer um pouco!!


Mãe, talvez a tarefa mais incrível desse mundo - a eterna busca da perfeição para fazer do ser que nos foi dado um grande espírito iluminado.

Esse blog é simples, humilde e carrega a arte de tentar ser ao máximo possível transparente e sem levantar bandeiras de crenças, modalidades e pensamentos generalizantes que acabam por vezes nos pressionando.

Ser mãe é antes de tudo: uma jornada intrigante e desconhecida. Todos os dias, aprendemos algo novo. Todos os dias vamos nos tornando mães, aprendendo, afinando os nosso ouvidos ao choro, compreendendo um olhar, o sono que chegou, a fome, a sede e o sorriso banguela de gratidão naqueles primeiros meses de pura adrenalina, mistérios e descobertas!!

Vou tentar aqui colocar a minha experiência desde o dia em que descobri que não estava mais sozinha. Aos poucos fui me descobrindo e percebendo o quão forte eu sou, o quanto eu aguento as noites em claro, o que consigo suportar na hora da vacina ou como fico me segurando diante dos outros que teimam em postar regras gerais sobre a maternidade, impor suas ideologias.
Ou o que dizer daqueles que pegam o baby no colo sem ao menos pedir?!?! Hãm??? Como assim ?! 

E nós, mães, ficamos desesperadas e queremos colocar nossos filhotes em jaulas de ouro ou passear em lugares perfeitamente higienizados (esses lugares existem? hehe)

Sintam-se a vontade
Trocar experiências
Aprender um pouco mais
Desabafar, chorar e sorrir (tudo ao mesmo tempo! rs)


Abraços maternos!!!