segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Viajando com Luz - parte 1

Olá queridos, hoje vou escrever como foi nossa segunda viagem com a pequena Luz.

Confesso que estava receosa em viajar com ela de carro por mais de 700 km (Campo Grande, MS - Cuiabá, MT). Mas como eu realmente precisava  ir para a cidade cuiabana, não tive outras escolhas. O jeito foi fazer nossa mala, preparar o carro e partir para o Pantanal Norte.

A nossa primeira experiência não foi nada legal: fomos para Ponta Porã (MS) para algumas comprar na fronteira entre Brasil e Paraguai e Luz estava apenas com 3 meses e meio - ficou irritadíssima, o calor estava insuportável, nada ajudou e eu não queria sair do hotel para enfrentar a aventura de sair e entrar nas lojas dos importados.

Enfim, esperamos. Percebemos aqui em casa, que não tínhamos muito suporte nem mesmo agilidade nessas coisas - o lance era esperar Luz estar mais firme, mais forte e mais adaptada a esse mundão. E foi exatamente assim: o tempo é algo maravilhoso e ver Luz crescendo, ganhando peso e ficando com mais estabilidade no chão, brincando com as coisas e não chorando por qualquer coisa foi lindooo!!! rs ...

Agora em Dezembro (2016) fomos aqui para uma cidade do interior, nosso trajeto foi: Campo Grande (MS) - Dourados (MS) - e novamente Ponta Porã (MS), para aproveitar a proximidade das cidades.

Luz já estava com 7 meses e meio. Início das férias, todos bem, felizes e descansados - partimos na estrada - só nós 3: pai, mãe e filhota que dormiu a viagem toda entre CG e Dourados! Linda e serena - ficou super confortável na cadeira.

Paramos em Dourados, fui na UFGD pegar meu diploma do Mestrado: uma rápida parada no Shoping Center da cidade (trocar Luz, colocar uma roupa mais confortável, dar mama e tomar um suco) e continuar a viagem, o destino mesmo era parar por mais tempo em Ponta Porã.

Como já tínhamos tido uma experiência não muito agradável, fomo convencidos de que só iríamos fazer as coisas dentro do tempo da Luz.

Ficamos num bom hotel e aqui vai uma dica fundamental: vale o gasto num bom lugar para se hospedar: cama, lençóis, uma banheiro com água com temperatura regulável, enfim, esses pequenos destalhe fazem toda a diferença para um bom descanso, principalmente na companhia dos nossos pequenos.

Tudo certo, passeamos com ela no carrinho e tivemos sorte por o dia não estava com aquele Sol de queimar, claro que também fomos em poucas lojas, mas fizemos as nossas coisas, compramos o que queríamos comprar - Luz ficou tranquila, chorava só quando queria mamar e essa parte era fácil: o peito nessas horas é super facilitar, hehe ....

Percebemos então que Luz tinha crescido: estava pronta para viajar com os papais e participar dos momentos em família sem neura, sem crise - só alegrias!!!!


Abraços maternos!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Para todas as mães

A arte de gerar, criar e conduzir um novo ser enche a sagrada mãe de dúvidas, anseios e questionamentos...

E é por elas e por mim, que escrevo aqui novamente.

Não somos iguais e nunca teremos os mesmos parâmetros - essa é a graça da vida humana: cada qual com sua beleza, suas transformações, ações e doutrinas conduzem suas vidas na tentativa de sempre fazer o melhor para a vida colocada em suas mãos.

Há mães de todos os tipos: há aquelas que passam pela gestação e outras que decidem pelo melhor dharma,  a adoção. O que precisa ficar firme e esclarecido é que independente do ponto de partida, tudo começa com um simples sentimento: o amor!

É por amor e somente com ele, que cada mãe sagrada vai vivenciar sua nova fase.

Não ganhamos um manual de instruções e nossos frutos não vêm com botões liga/desliga ou mesmo padronizados.

A mulher, com o seu pacotinho nas mãos, mal sabe da nova aventura que lhe aguarda: acredito que poucas coisas na vida nos dão tantos ensinamentos como a arte da maternidade.

E assim se desenrolam os dias: esse relacionamento cósmico entre mãe e cria, entre o amor que precisa ser responsável e a nova criatura que muito pouco sabe da vida.

Em defesa de todas as mães, escrevo que toda forma de comparação, imposição, medo e muitas modinhas colocadas nas redes sociais acabam prejudicando essa fase tão importante entre mãe e filho (a).


Se uma mãe decidiu por cesariana ou pelo parto normal, vamos respeitar?

Se uma mãe optou pela vacinação, vamos entender?

Se a mãe quis colocar seu baby no seu quarto ou mesmo na sua cama, vamos não condená-la?

Se os pais gostam de ninar ou têm outros jeitos de conduzir o sono, vamos permitir?

É apenas com muita compreensão que vamos deixando a esfera do amor sai de nossa casa e expandir para outros territórios.

Obviamente conversas em rodas, grupos de apoio e as amigas mais experientes ajudam e MUITO, mas vamos para além dessas questões, deixar cada casal sentir o que é mais conveniente no momento. Só assim, respeitando as decisões da nova família, vamos de fato ajudar.

Agora, as comparações para a minha opinião pessoal, são as que mais prejudicam e atrapalham a mãe de primeira viagem...

Conversas e trocas de experiências são ótimos caminhos, ficar analisando e julgando são ações maléficas e que nada colaboram no mundo da maternidade!

Coisas do tipo: "meu filho tem olho azul", "já nasceu os dois dentinhos", "o meu já engatinha", "nunca vou usar andador" podem até parecer inofensivas aos primeiros olhos, mas carregam um peso enorme se a mãe que estiver lendo começar a comparar e se sentir pressionada.

Enaltecer as qualidades do filhote é lindo, mas vamos tomar cuidado com nossas palavras e atitudes para não prejudicar as mães novatas que podem se sentir incomodas e pressionadas.

O que vale sempre é o amor e o respeito que cada um transmite às mães - seres sagrados e sensíveis!


Abraços maternos!!!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Enquanto nossa Luz cresce

O tempo realmente é algo maravilho: o conhecimento que chega com o passar do deus-tempo é sentido nos detalhes da nossa vida diária. Realmente a experiência se faz poderosa no mundo da maternidade. Se há o brilho da novidade, há também o domínio de certas artimanhas. Agora já são mais de 6 meses e posso dizer que sei de alguma coisa sobre minha filha e a arte de ser mãe.



O corpo da minha baby já esta bem mais firme e ela só ganhando o peso na medida certa para o seu desenvolvimento. É coisa de mãe, só nós sabemos mas nesse período a conexão com a baby se torna mais forte, sólida e também mais transparente: já conhecemos bem o seu choro, seu olhar, o que quer. Ela já sorri quando recebe carinho, chora quando se sente sozinha e passa a se movimentar com mais firmeza, louca pra pular do sofá ou sair da cama, hehe.

A cada mês, uma ida ao pediatra: medidas normais, peso tranquilo, vacinas em dia e aí esta um momento muito doloroso para nós mamães ...

É sério, dói mais em nós mães de primeira viagem do que nos babies. Claro que receber agulhadas não é lá a coisa mais gostosa do mundo, mas é necessário: é o estímulo ao nosso corpo em combater o vírus morto que acabou de ser injetado (assim estaremos mais fortes para caso de um dia sermos pegos de surpresa). Enfim, tudo certo, agora é a época de puras alegrias: gargalhadas, muitas fotos e a família vai se tornando algo resistente na construção da nossa história em conjunto.

Trabalhando pela manhã, a saída foi a casa da vóvó (bisavó, na verdade) - o medo de deixar ela, por mais que seja família foi enorme. Banhos, cuidados e a mamadeira para quando a Luz estiver com fome. Eu passei a dar aulas com a mente inteira focada na minha filha: como ela estaria? Estariam deixando ela chorar? Ela estaria sozinha nesse momento? Eu sei que é minha vó que eu amo mais que tudo, mas o choque de tradição nos deixou em situações bem delicadas, hehe.

Não vou ficar aqui relatando as coisas desagradáveis, mas já ficam cientes mães, que é absolutamente normal ficarmos apreensivas com esses momentos. Eu, mãe de primeira viagem, cheia de ilusões (eu queria dar a primeira papinha feita por mimmm hahaha), com muitos mimos (comprei uma colher especial para as frutinhas, que nunca foi usada, hehe). Enfim, tive que ceder em muitas coisas.

Mas foi tudo bem, de um modo geral: o amor que minha vó teve comigo (foi ela quem me criou desde sempre) foi tudo para minha filha e eu acabei relevando várias coisas, ainda hoje relevo. Tento compreender nossas diferenças e por fim, fico feliz em ver minha pequena flor de lótus bem ao se sentir amada: bisavó, bisavô, tio, prima - todo mundo babando e cuidado da minha felicidade.



Assunto resolvido, entre o 4º ao 7º mês, algumas coisas mudaram. Se no começo Arquelina Luz dormia só no meu colo, agora ela passou a ficar mais irritada pra dormir quando estava comigo. Percebi que ela poderia aprender a dormir sozinha mas ainda tem o lance do mama - o caminho mais seguro (aprovado aqui em casa pelos papais) foi o de deixar ela na nossa cama bem colada a mim (não tem coisa melhor, hehe). Assim ela mamava, dormia, acordava, mamava de novo, dormia novamente e profundamente - não tem cena mais linda nesse mundo.

Obviamente nem todas as noites estão sendo assim: colocamos a Luz na nossa cama e assim que ela dorme mais pesado, ela vai pro berço e fica lá. Sem muitas regras e claro, lembrando que o papai e a mamãe precisam de um tempinho a sós, rs ...

O que posso afirmar é que hoje me sinto bem mais forte e que todo o embaraço dos primeiros meses já passou. Agora é observar ela crescendo, ganhando autonomia, brincando com os presentes que o papai compra, brigando quando não é atendida de imediato (morremos de rir quando ela faz caras e bocas hehe).

As coisas vão se ajeitando, vamos controlando certas situações. Ainda há o sono (Luz ainda acorda para mamar, o fato que me deixa cansada), ainda há o momento do banho cheio de piruetas, o braço também dói de ficar com ela no colo (mas já nem tanto, ela gosta de ficar no colchão brincando sentadinha ou se arrastando), choro quando ela toma vacina, chorei rio de lágrimas quando ela caiu da cama (uma das piores sensações da vida de mãe), ainda não saiu a noite nem fico até tarde (um vez para nunca mais, hehe).

A vida tem um prioridade: Arquelina Luz. E enquanto ela precisar de nós e da nossa companhia, força e amparo, não teremos outras opções. Amamos quando saímos nós 3, juntos. E a vida vai indo, ganhando caminhos mais sérios, rotas mais tranquilas.


A alegria entrou na minha vida e a responsabilidade também. Preciso ainda muito me organizar mas nada tem sido tão grandioso quanto cumprir essa missão: o de acompanhar essa Luz que enche nossas vidas de felicidade e amor.

Ela já come (só quando ela quer, pois ela gosta mesmo é do mama, hehe): pera, maçã, uva (tiramos o caroço antes), laranja (a tampa da laranja, ela ama). Já dei também bolcaha. Sim, sei que tem açúcar, mas foi em momentos turbulentos aqui em casa e eu realmente precisava que ela ficasse bem quietinha. Ela amou, claro, mas ela prefere mesmo o mama, nada de leite em pó (só quando não estou por perto, daí ela encara).

Nunca comida industrializada, nunca refrigerante nem chocolate. 

A pediatra também nos passou uma lista de coisas para não fazer, entre elas:

1- Evitar mel, açúcar, leite de caixinha, frutos do mar, refrigerante.
2- Não usar o andador;
3- Não expor o bebê ao sol entre 11h até as 16h;

Entre outras coisas.

Estamos seguindo a lista e entrando também no início das comidinhas: arroz com caldo de feijão, pedacinhos de batata amassada e por aí vai.... tem dias que ela gosta e come, outros vira o rosto para nem provas, rs. Não obrigamos nem forçamos nada.

Nossa filha é nossa luz, dádiva das nossas vidas.

Agora é hora pra planejar a festinha de 1 aninho da nossa princesa!

Sopros maternais!!!