sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Para todas as mães

A arte de gerar, criar e conduzir um novo ser enche a sagrada mãe de dúvidas, anseios e questionamentos...

E é por elas e por mim, que escrevo aqui novamente.

Não somos iguais e nunca teremos os mesmos parâmetros - essa é a graça da vida humana: cada qual com sua beleza, suas transformações, ações e doutrinas conduzem suas vidas na tentativa de sempre fazer o melhor para a vida colocada em suas mãos.

Há mães de todos os tipos: há aquelas que passam pela gestação e outras que decidem pelo melhor dharma,  a adoção. O que precisa ficar firme e esclarecido é que independente do ponto de partida, tudo começa com um simples sentimento: o amor!

É por amor e somente com ele, que cada mãe sagrada vai vivenciar sua nova fase.

Não ganhamos um manual de instruções e nossos frutos não vêm com botões liga/desliga ou mesmo padronizados.

A mulher, com o seu pacotinho nas mãos, mal sabe da nova aventura que lhe aguarda: acredito que poucas coisas na vida nos dão tantos ensinamentos como a arte da maternidade.

E assim se desenrolam os dias: esse relacionamento cósmico entre mãe e cria, entre o amor que precisa ser responsável e a nova criatura que muito pouco sabe da vida.

Em defesa de todas as mães, escrevo que toda forma de comparação, imposição, medo e muitas modinhas colocadas nas redes sociais acabam prejudicando essa fase tão importante entre mãe e filho (a).


Se uma mãe decidiu por cesariana ou pelo parto normal, vamos respeitar?

Se uma mãe optou pela vacinação, vamos entender?

Se a mãe quis colocar seu baby no seu quarto ou mesmo na sua cama, vamos não condená-la?

Se os pais gostam de ninar ou têm outros jeitos de conduzir o sono, vamos permitir?

É apenas com muita compreensão que vamos deixando a esfera do amor sai de nossa casa e expandir para outros territórios.

Obviamente conversas em rodas, grupos de apoio e as amigas mais experientes ajudam e MUITO, mas vamos para além dessas questões, deixar cada casal sentir o que é mais conveniente no momento. Só assim, respeitando as decisões da nova família, vamos de fato ajudar.

Agora, as comparações para a minha opinião pessoal, são as que mais prejudicam e atrapalham a mãe de primeira viagem...

Conversas e trocas de experiências são ótimos caminhos, ficar analisando e julgando são ações maléficas e que nada colaboram no mundo da maternidade!

Coisas do tipo: "meu filho tem olho azul", "já nasceu os dois dentinhos", "o meu já engatinha", "nunca vou usar andador" podem até parecer inofensivas aos primeiros olhos, mas carregam um peso enorme se a mãe que estiver lendo começar a comparar e se sentir pressionada.

Enaltecer as qualidades do filhote é lindo, mas vamos tomar cuidado com nossas palavras e atitudes para não prejudicar as mães novatas que podem se sentir incomodas e pressionadas.

O que vale sempre é o amor e o respeito que cada um transmite às mães - seres sagrados e sensíveis!


Abraços maternos!!!

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