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Ver sua lindeza crescendo em alegria e saúde é uma realização pessoal para a mãe e também coletiva quando vemos a nossa família se formando e se desenvolvendo.
Agora Luz já dorme a noite toda (acordando apenas 3x e depois 2 x para mamar), agora ela passa a observar com seus olhos atentos tudo o que acontece ao seu redor.
Depois dos 3 meses (e já me haviam dito isso) tudo muda. É incrível, mas parece coisa mágica: a baby agora se sente mais segura, nós mães estamos mais acostumadas com a nossa fase e compreendendo os sinais, dominando as situações. Tudo muda depois dos 90 dias.
É o momento em que os nossos bebês estão aprendendo a brincar, dão leves sorrisos, entende o nosso carinho - começa então uma fase tão gostosa!!!
O banho fica mais fácil, pegar ela no colo se torna mais prático e pesado, hehe. Eles passam a gostar das cores, vão entendendo a dinâmica da casa - obviamente que tudo dentro da perspectiva de suas próprias visões.
Mãe, aproveite essa fase, beije o filhote, fique sim com ele no colo (é a troca harmoniosa mais linda que existe). Conversa com a flor, olhe nos olhos dela, fale de tudo. Eu particularmente amo falar, rs - aproveito nossas viagens de carro até a casa da vovó e converso com minha pequena sobre tudo: o trabalho da mamãe, nossos planos e mais: ela entende!!! (sim, coisa de mãe!) ...
Nesse momento conseguimos já fazer bastante coisa: a vida vai entrando num novo eixo, porque a rotina antiga ainda esta longe de chegar, rs - mas faz parte mamãe, tudo faz parte dessa nova fase e precisamos ter clareza dessa realidade com muita responsabilidade. Sabendo disso a nossa adaptação se torna mais fácil e a nova fase vai ganhando contornos de lar, família que cresce e rotina com frescor novo!
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Voltando aos poucos: a casa
Já ali com uns 30 dias eu voltava finalmente para a minha casa. Enquanto estive na casa da minha mãe, o maridão me visitava todos os dias, mas foi fundamental ficar na casa da minha madre. A cesária não é tão simples assim e ter alguém para te ajudar nos primeiros dias com as coisas básicas (um chá, olhar a bebê enquanto a mãe esta no banho, ou simplesmente ficar com a neta linda no colo pra mãe descansar) são essenciais.
Minha mãe foi assim: ela me deixou tranquilamente no quarto dela, fiquei na sua cama que eu dividia com minha pequena, fazia nosso almoço com todo carinho de uma vó. Só gratidão por ter ao meu lado uma mulher com sabedoria e muita experiência. Na hora do sufoco, da dor e das dúvidas, minha mãe foi a pedra base para eu ficar bem mais tranquila.
Enfim, retornando para a casa o ponto inicial era colocar tudo em ordem. Dividia o dia em horas de acordo com a Luz - enquanto ela dormia eu partia pra limpeza e tudo ia dependendo do seu astral - se as horas de sono eram largas eu aproveitava e fazia quase todo o trabalho de casa: primeiro o banheiro (só temos um aqui em casa então era mais rápido), depois o quarto da bebê (ela estava já no nosso quarto, mas no berço dela).... resumindo: banheiro, quarto da Luz, lavar a varanda e ir para a sala, cozinha e finalizar com a limpeza aqui no quintal dos fundos.... e haja fôlego, ânimo e muita energia!!!
Mas tudo isso era interrompido se a baby acordava, hehe - era como se fosse um intervalo: eu pegava ela, dava o peito que ela tanto queria, brincava um pouco e depois colocava ela aqui no sofá da sala. Como ainda ela era bem pequena, ela não se movimentava e ficava vendo Tv (desenhos) ou olhando pra mamãe continuar a limpeza.
Sim, desenhos. E aqui entramos em muitos tabus que habitam a mente das mães sobre como educar e de como fazer sobre esse tema.
Acredito que tudo depende de nós - os responsáveis pelo filhote e da nossa realidade.
Você consegue pagar alguém para fazer a limpeza? Ótimo, mais tempo livre com a baby! Você consegue conviver com a bagunça e a louça suja na pia sem ficar neurótica? Beleza! Caso contrário, ter certas artimanhas para dar continuidade aos afazeres da casa (e outros pontos da vida) é crucial para o nosso cotidiano entrar num linha normal e aprendermos dessa forma a conviver com tantas novidades ...
Tv não é lá o melhor brinquedo para a criançada, sabemos disso. Mas a necessidade é mais alta, por isso não nos culpamos aqui em casa. Aproveitamos todos os momentos com nossa rosa de jardim mas quando precisamos fazer algo, a Tv segura ela bons momentos para o nosso ofício do lar.
Já lavei banheiro numa noite para ficar mais fácil no dia seguinte, já coloquei a minha pequena no carrinho e onde eu ia limpando eu a levava comigo, assim ela nem chorava e me dava um monte de sorriso lindão, hehe.
O lance é que não podemos nos culpar. Cada mãe aqui tem sua vida e suas necessidades e essas tópicos são os fundamentais para as nossas decisões. Sem culpa mães e sempre dentro da nossa realidade e necessidade.
E nada de se lastimar se a casa não esta brilhando como era antigamente: os amigos compreendem. Tranquilidade e sem neura, porque o mais importante ainda é o crescimento do nosso amor num lar feliz e saudável!
Fica aqui registrado que eu não limpava a casa todas as vezes que a bebê estava dormindo. Eu escolhia, no primeiro momento do seu sono, eu ia dormir também!!!! Descansar, descansar e descansar!!!! rs
Fica aqui registrado que eu não limpava a casa todas as vezes que a bebê estava dormindo. Eu escolhia, no primeiro momento do seu sono, eu ia dormir também!!!! Descansar, descansar e descansar!!!! rs
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Voltando aos poucos: o trabalho
Sou professora de História e minhas aulas eram de vínculo com o Estado (professora convocada). Como direito, entrei com minha licença maternidade assim que Luz nasceu - em abril. O foco era me manter disponível apenas para ela. Conversamos muito e meu esposo achou melhor eu ficar em casa.
Mas em Janeiro (ainda grávida) eu fiz o concurso para professor do Município e em Agosto eu estava tomando a posse - sim, não poderia descartar essa chance de ser efetiva e de garantir uma maior estabilidade. Luz estava com 4 meses.
Resumindo:
- Organizei minhas aulas em dois períodos: matutino e vespertino - ficar com poucas aulas nos 2 turnos foi bom. Tinha vagas livres para ficar em casa ou visitar minha filha quando ela estava com a vovó.
- Não voltei para outras escolas: o concurso com o mínimo de aula me supriu para as necessidades.
- A baby ficou com a vovó: eu poderia ter colocado Luz numa maternidade, mas foram muitas inquietações e chegamos as seguintes conclusões:
1- Não queríamos colocar numa creche e numa maternidade particular seria no momento muito gasto;
2- Um lugar por mais que seja organizado e com pessoas atenciosas não é a mesma coisa que um lar com carinho e atenção exclusivos para nossa pequena;
3- Como ela ficaria poucas horas sem mim, ficar com a bisavó não seria uma tarefa muito árdua: carrinho, mamadeira e tudo mais para deixar a bisavó bem a vontade para cuidar da nossa filha.
A bisavó adorou - 80 anos de vida, 6 filhos bem criados. Cuidar da pequena Luz era o mesmo que relembrar a vida de mãe, que corre nas veias.A sabedoria da minha vó (minha mãe, na verdade) foi fundamental para eu driblar minhas ansiedades. Ela cuida, brinca, da banho, troca fralda e coloca Luz para dormir e tudo isso bem melhor do que, hehe.
Quando Luz chorava sem motivos e a bisa ficava preocupada, ligava pra mim e eu ia correndo ver o que era. Isso aconteceu pelo menos 2x.
E assim foi: dava minhas aulas pensando na minha pequena. Chegava na casa de mamãe, dava o peito (as vezes ela estava dormindo e nem via quando eu saía novamente). O tempo passou, tudo deu certo e hoje ela continua na bisavó os dias que eu trabalho. Menos trabalho, Luz quase já senta, brinca mais e não chora sem motivos sérios.
O objetivo foi o de deixar Luz com a bisa até Dezembro, quando entro de férias. Em 2017 vamos colocá-la numa maternidade pelo menos meio período - acreditamos que criança precisa mesmo é ficar com os pais, com a família. Novamente entra aqui as nossas necessidades. Claro que eu queria ficar com ela 24h. Mas o trabalho vai nos trazer inúmeras coisas boas e ter minhas responsabilidades como professora foi bom também: novidades das novas escolas, conhecer outros colegas da profissão, dar aula, conversar com os alunos = novos ares essenciais para aquela boa relaxada.
Sim, no meu caso ensinar História nesse período esta sendo relaxante, hehe - é como se eu tivesse uma pausa só pra mim: meu trabalho, meus afazeres, hehe.
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Voltando aos poucos: recuperando o corpo e a nossa autoestima
Tenho que admitir, as mudanças no nosso corpo na gravidez mexem com a gente: é a barriga que muda (fica enorrrmeee na verdade haha), os pés incham, os seios ficam desajeitados. Os cabelos mudam e na amamentação eles podem até cair!. A pele fica bem mais sensível e manchas também podem aparecer. Enfim, nosso corpo nos 9 meses não é mais só nosso e precisamos saber que tais mudanças chegam - temos que enfrentá-las.
Claro, mãe que é mãe não liga e não fica paranoica com essas coisas, tudo bem. E cada vez que aquele sorriso banguela surge, nosso mundo se completa. Sim, os primeiros meses é de pura contemplação e nosso mundo é o mundo do nosso bebê. Isso é lindo e super aceitável.
Mas mamães, somos mães mas também somos mulheres e isso abarca muitas coisas, inclusiva nosso bem-estar. O equilíbrio entre nossa vaidade e nosso desprendimento deve estar numa linha exata para não cairmos nos extremismos e aproveitarmos a beleza de tudo.
Não preciso aqui falar das mudanças na gravidez: aumento do peso, cansaço. Para muitas mulheres o sexo já não é muito atraente nos últimos meses (outras têm o desejo triplicado! hehe). Cada corpo é um corpo e vamos reagindo de acordo com a linguagem que nosso sistema interno nos apresenta.
Comecei a gravidez com 56kg, ganhei em torno de 20kg e no primeiro mês eu fui para 53kg. Algumas pensam que foi ótimo, mas sofri e muito. A cesária nos 15 primeiros dias me deixou praticamente sem fome: só pensava em dormir e em chorar (com a dor do peito, hehe). Amamentar também me ajudou a perder peso.
Mas isso não significou que minha autoestima estivesse normal. Me sentia feia e desengonçada. Nenhuma roupa ficava bem e eu ainda tinha que colocar alguma roupa prática para dar de amamentar. Enfim, como a vida agora girava em torno de minha pequena, meu corpo e minha vaidade ficaram em segundo plano.
Sem brincos, sem roupas novas, sem maquiagem, cabelo doido e sem cuidados hehe. Sofri mentalmente. Não podia ver uma moça bonita na Tv que ficava pensando se aquela menina do ano passado, antes da gravidez iria voltar algum dia.
Sim, ela volta. É só uma questão de tempo. Mas para não sofrer muito e correr o risco de entrar naquela depressão mais séria que muitas mulheres passam (e outros ficam falando que é besteira, sabe?) é crucial não esquecer que temos nossa vida também: cuidar do corpo e da mente nos fazem bem!
Muitas mulheres não têm esse problema e vão para a maternidade com brincos e salto alto. Se você é uma delas, ótimo!! Eu admiro mulheres que conseguem ser elegantes e belas em todos os momentos. Mas como cada uma tem suas fases, estilos e rotina, é comum ver mulheres que se despojam de toda vaidade em nome do filho. É legal, mas vamos sempre com calma!
Conforme o tempo passou e eu me recuperando e ficando bem a cada dia, o cuidado comigo foi voltando à normalidade: um sapato novo e confortável para o trabalho, voltei com o protetor solar e comprei blusas que pudessem abrir na frente para a amamentação. Nada de exageros, só mesmo alguns mimos para mim e já me sentia bem mais feliz.
Faz toda a diferença. Amar o que somos mas também cuidar do nosso corpo: a alegria da vida interna com uma vida mais saudável tornam nossos dias mais agradáveis!!! E aí entra também a alimentação. Passei a comer de tudo depois da gestação, mas sempre com mais cuidado, afinal, TUDO o que como vai para o leite!
Voltando aos poucos: a nossa vida íntima
Aqui novamente entra o meu relato bem pessoal: cada mulher sabe dos seus desejos e hormônios e já vi e ouvi casos e casos mui distintos e diversos.
Eu sou gnóstica esse é um período para a formação da nossa flor, da nossa continuação. Assim, foram longos 9 meses de um amor que agora passou a ser mais forte e unido.
Cansaço, estresse são as palavras chaves dos primeiros meses e é normal que a atividade sexual vai voltando aos poucos para o casal. Aqui o apoio e a compreensão do companheiro são mais que importantes para o amor se multiplicar.
Fique tranquilas mamães, a vida amorosa volta ao normal e tudo fica ainda mais lindo!!!
... ...
Esse foi um longo relato. Espero ter passado um pouco de como foram esses meses, do 3º até o 6º mês, a vida vai se tornando mais fixa, como a terra firme onde nasceu uma pequena flor!
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